Composição do Aurivit: o que contém cada cápsula

Uma cápsula pesa 500 mg. Destes, 440,3 mg são ativos — 88%. Aqui está cada ingrediente com a quantidade exata por cápsula e por dia de duas cápsulas, o que a legislação europeia nos deixa dizer sobre cada um e o que não nos deixa dizer de forma nenhuma.

Não usamos a fórmula «complexo exclusivo» para não dizer quanto lá está dentro. Cada número desta página é o que encontra no rótulo da embalagem que recebe.

A pergunta que mais nos chega é qual a falta de vitamina que causa zumbido nos ouvidos. A resposta honesta é que nenhuma carência está estabelecida como causa do zumbido no ouvido. As principais causas conhecidas são outras — perda auditiva por ruído ou por idade, cera impactada, otites, doenças do ouvido interno, alterações vasculares e uma lista conhecida de medicamentos ototóxicos, que o podem causar em poucos dias —, e é isso que um médico procura primeiro.

Existe, isso sim, uma sobreposição que vale a pena separar bem. As carências mais comuns na Europa são de vitamina D e de ferro; nos adultos mais velhos e em quem come pouca carne ou peixe junta-se a vitamina B12, cuja absorção diminui com a idade e com o uso prolongado de alguns medicamentos para o estômago e para a diabetes. A ingestão de magnésio e de zinco fica, em muitos inquéritos alimentares, abaixo do valor de referência. Nada disto é sobre audição: são carências com sintomas próprios, que se confirmam com análises ao sangue e se corrigem com o médico, e não por um suplemento comprado por causa de um som no ouvido ou na cabeça.

Também não existe nenhuma alegação de saúde autorizada na União Europeia que ligue um nutriente à audição, à cóclea ou ao zumbido. Nenhuma. As alegações que podemos usar estão escritas ao lado de cada ingrediente nesta página, com a redação exata que a lei fixa, e nenhuma delas fala de ouvidos. Preferimos dizê-lo aqui, antes da tabela, a deixar que a página sugira o contrário.

Ingrediente Titulação Por cápsula Por dia (2 caps.) % VRN
Ginkgo biloba Ginkgo biloba L. 24 % / 6 % 120 mg 240 mg
Rodiola rosea Rhodiola rosea L. 3 % / 1 % 240 mg 480 mg
Magnésio Magnesii oxidum 36 mg 72 mg 19 %
Zinco Zinci citras 5 mg 10 mg 100 %
Vitamina B12 Cyanocobalamin 2,5 µg 5 µg 200 %
Vitamina A Retinol 400 µg RE 800 µg RE 100 %
Vitamina B2 (riboflavina) Riboflavin 1,4 mg 2,8 mg 200 %
Total de ativos 440,3 mg 880,6 mg 88 %
Folhas de ginkgo biloba

Ginkgo biloba — 120 mg por cápsula, 240 mg por dia

Extrato de folhas titulado a 24% de glicósidos flavonoides e 6% de lactonas terpénicas. É a titulação padrão com que o ginkgo é estudado: sem esse número, «extrato de ginkgo» não diz nada sobre a quantidade de princípios ativos.

Duas cápsulas levam a 240 mg por dia. É a faixa alta do intervalo em que este extrato é normalmente usado — 120–240 mg — e não um vestígio colocado ali para poder constar do rótulo.

Sobre o que este extrato faz no organismo não escrevemos nada: as alegações relativas a plantas estão em suspenso na União Europeia enquanto a avaliação não terminar, e em suspenso quer dizer que não podem ser usadas. Ficamos pelo verificável — espécie, parte da planta, titulação, miligramas. Há, isso sim, uma advertência a dar: está descrita uma interação do ginkgo com anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, pelo que quem toma esses medicamentos deve falar primeiro com o médico, e convém evitar a toma nas duas semanas anteriores a uma cirurgia.

Raiz de rodiola rosea com pequenas flores amarelas

Rodiola rosea — 240 mg por cápsula, 480 mg por dia

Extrato de raiz titulado a 3% de rosavinas e 1% de salidrósido: a proporção 3:1 que a investigação sobre a rodiola usa como referência.

Duas cápsulas fazem 480 mg por dia, a metade superior do intervalo com que este adaptogénio costuma ser estudado (200–600 mg). Na tradição nórdica e do leste europeu usa-se em períodos de cansaço e sobrecarga.

Vale aqui a mesma regra do ginkgo: descrevemos o extrato, não efeitos, porque as alegações sobre plantas continuam em suspenso. Quem queira saber se lhe convém, seja pela medicação que toma, seja por uma doença crónica que tenha, pergunta ao médico. É o conselho que damos para qualquer suplemento alimentar, incluindo o nosso.

Magnésio — 36 mg por cápsula, 72 mg por dia (19% VRN)

Vem de óxido de magnésio: 60 mg de óxido por cápsula, que rendem 36 mg de magnésio elementar. O magnésio contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso, para uma função psicológica normal, para a redução do cansaço e da fadiga, para uma função muscular normal e para o equilíbrio dos eletrólitos. São as alegações autorizadas na União Europeia e são as únicas que fazemos.

Está aqui pela mesma frente que a vitamina B2 cobre: o sistema nervoso. Ficamos nos 19% do valor de referência de propósito — a maior parte do magnésio de um dia vem da alimentação, e uma dose alta num suplemento com sete ativos serve mais para o rótulo do que para quem o toma. Fontes alimentares: leguminosas, frutos secos, cereais integrais e vegetais de folha verde. Um suplemento acrescenta-se a isso; não substitui.

Perguntam-nos muitas vezes se o magnésio é bom para os ouvidos. Não podemos dizer que seja, e não é por prudência comercial: não existe alegação autorizada que ligue o magnésio à audição, e quem lhe disser o contrário está a ir além dos dados. As funções que a lei nos deixa referir são as do parágrafo acima, todas gerais do organismo, e nenhuma tem relação com o ouvido nem com o zumbido.

Zinco — 5 mg por cápsula, 10 mg por dia (100% VRN)

Vem de citrato de zinco: 16 mg de citrato por cápsula, que rendem 5 mg de zinco elementar. O zinco contribui para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis, para uma função cognitiva normal, para a manutenção de uma visão normal e para um normal metabolismo dos macronutrientes.

Duas cápsulas cobrem o valor de referência do dia inteiro, sem o ultrapassar. É a segunda peça da parte de proteção celular da fórmula, ao lado da vitamina B2 — a menos vistosa e a que só se avalia ao fim de semanas. Como está a 100%, o Aurivit não se junta a multivitamínicos que já tragam zinco.

O zinco é dos nutrientes cuja ingestão fica mais vezes abaixo do valor de referência em adultos mais velhos e em dietas com pouca carne, marisco ou leguminosas. Convém, ainda assim, evitar somá-lo a outro suplemento com zinco: não por perigo imediato, mas porque o excesso prolongado interfere com a absorção do cobre. Nenhuma das alegações listadas acima diz respeito à audição.

Vitamina B12 (cianocobalamina) — 2,5 µg por cápsula, 5 µg por dia (200% VRN)

Cianocobalamina, a forma estável e mais usada nos suplementos. A vitamina B12 contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso, para a formação normal de glóbulos vermelhos, para a redução do cansaço e da fadiga e para um metabolismo normal da homocisteína.

Levamo-la ao dobro do valor de referência por uma razão prática: a absorção de B12 diminui com a idade e quem come pouca carne ou peixe tem uma ingestão mais baixa deste nutriente. É hidrossolúvel — o que não é preciso sai na urina.

É também a carência que um médico mais vezes manda investigar quando há sintomas neurológicos, e confirma-se com uma análise ao sangue, nunca por dedução a partir do que a pessoa sente. É mais provável depois dos 60 anos, em dietas vegetarianas e vegan estritas e em quem toma metformina ou inibidores da bomba de protões durante anos. Se suspeita de carência, o caminho são as análises e a consulta; o que um suplemento alimentar faz é cobrir a ingestão diária, e nada disto diz respeito à audição.

Na soma dos ativos a B12 aparece como 2,5 mg e não como 2,5 µg: a cianocobalamina pura dosa-se em microgramas, por isso a produção parte de uma diluição a 0,1 % e na cápsula entram 2,5 mg de matéria-prima que dão 2,5 µg de vitamina. É por isso que o total dos ativos é 440,3 mg e não 437,8 — se somar as linhas da tabela e lhe der outro número, a diferença está aqui.

Vitamina A — 400 µg RE por cápsula, 800 µg RE por dia (100% VRN)

Contribui para a manutenção de mucosas normais e de uma visão normal.

Duas cápsulas cobrem o valor de referência do nutriente para o dia inteiro. Por isso o Aurivit não deve ser combinado com outros suplementos que contenham vitamina A.

É lipossolúvel e acumula-se no fígado, ao contrário das vitaminas do complexo B. Doses altas e prolongadas trazem risco, especialmente na gravidez, e é essa a razão pela qual ficamos exatos no valor de referência em vez de o multiplicar e pela qual repetimos em todas as páginas que não se junta a multivitamínicos nem a óleo de fígado de bacalhau.

Vitamina B2 (riboflavina) — 1,4 mg por cápsula, 2,8 mg por dia (200% VRN)

Contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso, para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis e para a redução do cansaço e da fadiga.

Duas cápsulas cobrem 2,8 mg, o dobro do valor de referência do nutriente. A riboflavina é hidrossolúvel: o que não é preciso é eliminado.

Nas primeiras horas depois da toma dá à urina uma cor amarela intensa. Não é sinal de problema nenhum — é o excedente a sair, e é a razão pela qual as vitaminas hidrossolúveis não se acumulam como a vitamina A.

Folhas de ginkgo biloba

Do canal auditivo ao córtex: onde o som é realmente ouvido

O som entra pelo pavilhão, percorre o canal auditivo e faz vibrar o tímpano. Do outro lado está o ouvido médio, uma cavidade de ar revestida de mucosa onde vivem os três ossos mais pequenos do corpo humano — martelo, bigorna e estribo — e onde desemboca a trompa de Eustáquio, que iguala a pressão dos dois lados da membrana. Esses três ossos amplificam a vibração e entregam-na à cóclea, no ouvido interno: um caracol cheio de líquido onde milhares de células ciliadas se movem com a onda e convertem movimento em impulso elétrico. O impulso segue pelo nervo coclear, ramo do VIII par craniano, sobe pelo tronco cerebral e termina no córtex auditivo. O ouvido capta; quem ouve é o córtex. Toda esta linha tem de estar íntegra para que um som chegue — e qualquer ponto dela chega para produzir um som que não existe.

É esse o motivo pelo qual se pode perceber um apito sem fonte nenhuma. Quando as células ciliadas são danificadas — por ruído, pela idade, por um medicamento ototóxico —, deixam de entregar uma faixa de frequências e passam a disparar impulsos que não correspondem a estímulo nenhum. O córtex auditivo recebe esses sinais e trata-os como som; onde deixou de receber sinal, preenche o vazio com atividade própria. Depois entra o sistema límbico, que decide a que ruídos o cérebro dá prioridade — e é essa decisão, mais do que a intensidade do sinal, que explica por que motivo o mesmo zumbido é insuportável num dia mau e passa despercebido num dia bom. Só uma pequena minoria dos casos tem origem mecânica audível a outra pessoa: sangue a passar em vasos junto ao ouvido, espasmos dos músculos do ouvido médio ou do palato, líquido retido atrás do tímpano.

Nenhum ponto deste percurso é objeto de alegação autorizada para os nutrientes que a fórmula contém. As alegações que existem são sobre o organismo em geral, e são estas: o magnésio, a vitamina B12 e a vitamina B2 contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso e para a redução do cansaço e da fadiga; o zinco e a vitamina B2 contribuem para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis, e o zinco contribui ainda para uma função cognitiva normal, para a manutenção de uma visão normal e para um metabolismo normal dos macronutrientes; a vitamina A e a vitamina B2 contribuem para a manutenção de mucosas normais e de uma visão normal, e a vitamina A contribui ainda para um metabolismo normal do ferro e para o normal funcionamento do sistema imunitário; a vitamina B12 contribui para a formação normal de glóbulos vermelhos e para um metabolismo normal da homocisteína; o magnésio contribui ainda para uma função muscular normal, para o equilíbrio dos eletrólitos e para uma função psicológica normal. Nenhuma destas alegações diz respeito à audição, à cóclea ou ao zumbido: são alegações sobre nutrientes em pessoas saudáveis, autorizadas na União Europeia com esta redação exata, e é com esta redação que as usamos.

O Ginkgo biloba e a Rhodiola rosea não constam desta lista, e a razão é regulamentar: as alegações relativas a plantas estão em suspenso na União Europeia enquanto a avaliação não estiver concluída, pelo que sobre elas dizemos apenas o que é possível medir e verificar. Ginkgo biloba: 120 mg por cápsula, 240 mg por dia, extrato de folha titulado a 24 % de glicósidos flavónicos e 6 % de lactonas terpénicas — a titulação com que este extrato é habitualmente estudado, num intervalo de 120 a 240 mg por dia. Rhodiola rosea: 240 mg por cápsula, 480 mg por dia, extrato de raiz titulado a 3 % de rosavinas e 1 % de salidrosídeo, com uso tradicional documentado no norte e no leste da Europa. Quantidade, titulação, origem — e nada além disso, porque nada além disso é permitido dizer. O conteúdo de cada cápsula pesa 500 mg: 440,3 mg de ativos, 88 % do total, e 59,7 mg do que mantém o pó estável. O invólucro da cápsula não entra nesta conta. A dose diária são duas cápsulas.

Fica então a pergunta prática: o que pode uma cápsula fazer neste percurso? Nada que se pareça com um tratamento. Um suplemento alimentar cobre a ingestão de nutrientes — é assim que a lei o define e é tudo o que ele é. Não corrige uma perda auditiva, não desfaz um tampão de cera, não substitui um medicamento nem uma consulta, e não tem qualquer ação sobre os sons que já lá estão. Quem tem zumbido acompanhado de ansiedade, de problemas de sono ou de tonturas tem um assunto de saúde que afeta a qualidade de vida e que se resolve com um médico, não com uma embalagem de vinte cápsulas.

A escolha dos sete ativos segue exatamente essa fronteira. Os cinco nutrientes entraram pelas alegações autorizadas que lhes correspondem, todas sobre funções gerais do organismo: sistema nervoso, redução do cansaço e da fadiga, proteção das células contra as oxidações indesejáveis, visão, mucosas, glóbulos vermelhos, metabolismo. Os dois extratos entraram pela dose e pela titulação com que são estudados, e sobre eles a União Europeia mantém as alegações em suspenso — pelo que não lhes atribuímos efeito nenhum, nem aqui nem em lado nenhum. É pouco espetacular para uma página de produto. É o que é possível escrever sem faltar à verdade.

Porque é que a titulação conta mais do que a lista

Dois suplementos podem declarar ambos «extrato de ginkgo biloba 120 mg» e ser produtos diferentes. O que muda é quantos princípios ativos existem dentro desses 120 mg.

Um extrato titulado a 24% garante 28,8 mg de glicósidos flavonoides por cápsula, sempre, independentemente da colheita. Um extrato não titulado garante apenas o peso do pó. É a diferença entre saber o que toma e esperá-lo.

Uma última nota sobre o que esta página não é. Não é uma lista de razões para tomar o Aurivit em vez de ir ao médico. Se o zumbido é constante, apareceu do nada, é só de um ouvido ou vem com tonturas, a decisão certa é a consulta — e essa não se compra aqui.

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Perguntas frequentes

Contém glúten ou lactose?

A fórmula não prevê glúten nem lactose entre os ingredientes. Os alergénios presentes estão indicados na embalagem que recebe.

Serve para vegetarianos?

Os ativos são de origem vegetal e mineral. As indicações completas sobre invólucro e corantes constam do rótulo.

Porque é que a vitamina A está a 100% e a B2 a 200%?

A vitamina A é lipossolúvel e acumula-se, por isso ficamos exatamente no valor de referência. A B2 é hidrossolúvel e o excesso é eliminado na urina: levamo-la ao dobro porque é a vitamina que na fórmula trabalha em duas frentes ao mesmo tempo, sistema nervoso e proteção contra as oxidações.

Quais as vitaminas que podem ajudar a aliviar o zumbido?

Nenhuma, do ponto de vista do que é permitido afirmar. Não existe na União Europeia uma única alegação de saúde que ligue uma vitamina ou um mineral à audição ou ao zumbido, e a razão é simples: os dados não chegaram para a sustentar. Quem lhe prometer o contrário está a vender-lhe uma frase que a lei proíbe.

O que está autorizado, e é o que usamos, são funções gerais: o magnésio, a vitamina B12 e a vitamina B2 contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso e para a redução do cansaço e da fadiga; o zinco e a vitamina B2 para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis; a vitamina A e a vitamina B2 para a manutenção de mucosas normais e de uma visão normal; a vitamina B12 para a formação normal de glóbulos vermelhos.

Se tem zumbido, o que ajuda de facto está descrito na consulta de otorrinolaringologia: identificar a causa com exames, corrigir a perda auditiva quando existe, terapia sonora, apoio psicológico. É por aí que se começa, e não por uma prateleira de vitaminas.

A falta de alguma vitamina causa zumbido nos ouvidos?

Não está estabelecido que cause. As principais causas do zumbido que os médicos identificam são outras: perda auditiva por ruído ou por idade, cera impactada, otites e labirintite, medicamentos ototóxicos, doenças do ouvido interno como a de Ménière, alterações vasculares.

Isso não quer dizer que a alimentação seja indiferente para a saúde em geral. Quer dizer que uma carência é um assunto entre si, o seu médico e uma análise ao sangue, com sintomas próprios que nada têm que ver com sons no ouvido. Embora seja comum, comprar um suplemento por causa do zumbido à espera de resolver as duas coisas ao mesmo tempo é o erro que mais vemos.

O Aurivit trata o zumbido ou a perda auditiva?

Não. Nenhum suplemento alimentar pode tratar ou reduzir um zumbido, e o nosso não é exceção: não trata, não elimina e não tem qualquer ação sobre uma perda auditiva. Cobre a ingestão de nutrientes, e as alegações autorizadas desses nutrientes dizem respeito a funções gerais do organismo, nunca à audição.

Não existe sequer medicamento aprovado para tratar o zumbido — um suplemento alimentar está muito mais longe disso. O que existe está na consulta: exames para identificar a causa, aparelho auditivo quando há perda, terapia sonora, TRT, terapia cognitivo-comportamental.

A fórmula ajuda a dormir ou baixa a ansiedade?

Não, e não há maneira honesta de dizer outra coisa. O Aurivit não leva melatonina nem plantas indicadas para o sono e não se destina a tratar insónia nem ansiedade. Embora a maior parte das pessoas que nos telefona fale precisamente do sono, isso não se transforma numa promessa — nem a lei deixa, nem nós queremos.

As alegações autorizadas que temos são estas: o magnésio contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso, para uma função psicológica normal e para a redução do cansaço e da fadiga; a vitamina B12 e a vitamina B2 contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso e para a redução do cansaço e da fadiga. São afirmações sobre nutrientes em pessoas saudáveis. Um problema de sono persistente, ou ansiedade que afete a vida diária, é motivo de consulta médica.

Porque é que a fórmula tem ginkgo e rodiola se não podem dizer nada sobre eles?

Porque são os dois extratos com que a fórmula foi desenhada, nas doses e com as titulações com que são estudados, e porque preferimos declará-los ao miligrama a escondê-los num «complexo exclusivo». O que não podemos é atribuir-lhes efeitos: as alegações relativas a plantas estão em suspenso na União Europeia até a avaliação estar concluída.

Na prática, é isto que lhe podemos dizer: Ginkgo biloba, extrato de folha titulado a 24% de glicósidos flavonoides e 6% de lactonas terpénicas, 240 mg por dia; Rhodiola rosea, extrato de raiz titulado a 3% de rosavinas e 1% de salidrósido, 480 mg por dia, com uso tradicional documentado no norte e no leste da Europa. Quantidade, titulação e origem — e ponto final.

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